Notícias

Quer descobrir o Egitânia – um azeite de qualidade e carácter centenário?

Tiago Lourenço, produtor do Egitânia Azeite, convidou Mário Ramos, da Geocakes, para uma prova comentada de azeite e a conclusão foi: “o que define um bom azeite é o aroma”. A prova decorreu ao vivo, em outubro passado, no primeiro Webinar do ciclo ‘À Descoberta dos SmartFarmers’, dedicado à Bio Região, produtores e produtores de Idanha-a-Nova.
Produtor de azeite biológico na região de concelho de Idanha-a-Nova, Tiago Lourenço, e o seu sócio Ricardo Araújo, oferecem um produto único já que o seu azeite provém de olivais centenários de três variedades de azeitona específicas da Beira Baixa: Galega, Bical e Cordovil.
A dupla de produtores recuperou um olival abandonado num território desertificado e começou a produzir um azeite biológico chamado Egitânia, recuperando assim o nome que os visigodos deram a Idanha-a-Velha, povoação do concelho de Idanha-a-Nova. Trata-se de olivais de sequeiro, ou seja, não dependem de regadio como os olivais intensivos que se vão espalhando por Portugal.
“O nosso projeto assenta na preservação dos olivais tradicionais da Beira Baixa, da azeitona de variedades regionais de árvores e de uma variedade genética que foi sofrendo melhorias, que se foi adaptando às questões dos climas e dos solos”, explicou Tiago Lourenço. E continuou: “São variedades que não existem em mais lado nenhum. Se não forem preservadas, perdem-se”, alertou.

ESCOLHER SUSTENTABILIDADE

Tiago Lourenço explicou ainda que a região tem sofrido um despovoamento e que há muitos olivais abandonados na região, alguns são arrancados para serem aplicadas monoculturas intensivas ou floresta para produção de madeira e eucalipto.
Para o produtor, se se conseguir conservar estes olivais, consegue manter-se o carácter paisagístico da região.
“Por isso, o que fizemos e estamos a fazer é trabalhar estas variedades ao seu expoente máximo e produzir azeites de alta qualidade e também biológico. Dar ao consumidor um excelente azeite, mas também uma compra consciente. Mais consciente. Que escolhe a sustentabilidade”, concluiu.
Apesar das dificuldades inerentes a qualquer negócio e produção neste momento que o país e o mundo atravessa, a Real Idanha, exporta para a Alemanha, Suíça, Inglaterra, Luxemburgo e Dinamarca.
Embora o seu produto seja de valor acrescido, o produtor refere que o público português não está sensibilizado para este azeite de qualidade, considerando mesmo que a “questão financeira pode ser um obstáculo, mas é uma questão de perspetiva”.

A PROVA

Mas quais os critérios para selecionar um azeite? Após uma explicação técnica, Tiago Lourenço concluiu que “o que vai definir um bom azeite é o aroma” e que num azeite se procura sempre “frescura”.
E, na ótica do produtor, um bom azeite tem de ser de categoria virgem extra, que não foi transformado a temperaturas superiores a 28 graus centígrados, ou seja, com todos os compostos voláteis da transformação da azeitona. “Ao não elevar a temperatura conseguimos preservar os seus aromas”, explicou.
Tiago Lourenço fez ainda questão de sublinhar que numa prova de azeite se considera, na análise, que a acidez é importante mas não é dos valores mais importantes.
Para já o Egitânia está à venda na loja Smartfarmer. Uma boa opção para oferecer um produto nacional, tradicional e biológico.

Related Posts