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Prova do azeite biológico Egitânia – qualidade, história e aroma

Numa prova online promovida pelo SmartFarmer dentro do ciclo de webinars ‘À Descoberta dos SmartFarmers’, juntaram-se produtos e produtores de Idanha-a-Nova.

Um deles foi Tiago Lourenço, produtor do azeite Egitânia, que afirmou que “o que define um bom azeite é o aroma”, numa prova comentada de azeite biológico que contou com Mário Ramos, da loja Geocakes, como convidado.

Idanha-a-Nova – Uma Bio Região

É nos olivais centenários de Idanha-a-Nova onde nasce o Egitânia, um azeite único, pois provém de três variedades de azeitona específicas da Beira Baixa: a Galega, Bical e Cordovil.

Os produtores do Egitânia, Tiago Lourenço e Ricardo Araújo, recuperaram um olival abandonado num território desertificado para produzir este azeite, dando-lhe o nome que os Visigodos puseram a Idanha-a-Velha, no concelho de Idanha-a-Nova.

“O nosso projeto assenta na preservação dos olivais tradicionais da Beira Baixa, da azeitona de variedades regionais de árvores e de uma variedade genética que foi sofrendo melhorias, que se foi adaptando às questões dos climas e dos solos”, explicou Tiago Lourenço. E continuou: “São variedades que não existem em mais lado nenhum. Se não forem preservadas, perdem-se”, alertou.

Escolher sustentabilidade

Usam apenas olivais de sequeiro, não dependendo de regadio como os olivais intensivos, que se vão espalhando por Portugal. A região tem sofrido um despovoamento habitacional e que muitos olivais foram abandonados. Alguns são mesmo arrancados para serem aplicadas monoculturas intensivas, ou floresta para produção de madeira e eucalipto.
Para Tiago Lourenço, se se conseguir conservar estes olivais, consegue manter-se o carácter paisagístico da região.

“Por isso, o que fizemos, e estamos a fazer, é trabalhar estas variedades ao seu expoente máximo e produzir azeites de alta qualidade e também [em modo] biológico. Dar ao consumidor um excelente azeite, mas também uma compra consciente. Mais consciente. Que escolhe a sustentabilidade”, concluiu.

Apesar das dificuldades inerentes a qualquer negócio e produção durante a pandemia, a empresa Real Idanha exporta o azeite Egitânia para a Alemanha, Suíça, Inglaterra, Luxemburgo e Dinamarca. Mesmo com um produto seja de valor acrescido, o produtor refere que o consumidor português não está sensibilizado para o azeite virgem extra e biológico, considerando que a “questão financeira pode ser um obstáculo, mas é uma questão de perspetiva”.

A prova de um azeite

E quais os critérios para selecionar um bom azeite?

Após uma explicação técnica, Tiago Lourenço concluiu que “o que vai definir um bom azeite é o aroma” e que num azeite se procura sempre “frescura”. A acidez é considera-se, mas não é dos valores mais importantes.

Na ótica do produtor um bom azeite tem de ser de categoria virgem extra, isto é, que não tenha sido transformado a temperaturas superiores a 28 graus centígrados, garantindo a presença de todos os compostos voláteis da transformação da azeitona. “Ao não elevar a temperatura conseguimos preservar os seus aromas”, explicou o produtor.

A SmartFarmer  confirma a qualidade do Azeite Egitânia e disponibiliza-o aqui.

Um produto nacional, tradicional e biológico.

04 de Fevereiro 2021

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