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Queijo de Azeitão DOP – Produtos Tradicionais

queijo de Azeitão DOP

Queijo de Azeitão DOP

O Queijo de Azeitão DOP, é um queijo de ovelha de Denominação de Origem Protegida, curado, pequeno e sem bordos definidos. A pasta é amanteigada, untuosa e de textura fechada. De aroma forte e sabor complexo evidencia um misto de ácido e salgado, com um ligeiro amargo e picante.

O modo de produção tradicional consiste na adição de flor de cardo e sal, ao leite de ovelha cru. O queijo deve ter um tempo de cura de 20 dias, mas há vários subprodutos comercializados, como a Manteiga de Ovelha, o Requeijão ou o Gelado Artesanal.

Várias atividades são realizadas em torno deste produto: ‘Ordenha da Ovelha’, ‘Workshops de Prova’, ‘Visitas ao Museu do Ovelheiro’ e ‘Fins-de-semana Gastronómicos’ temáticos, com a restauração a apresentar menus dedicados a esta iguaria.

No território do concelho de Palmela é na freguesia de Quinta do Anjo que se produz este afamado queijo.

Um pouco de história

A origem veio das Beiras há dois séculos, em 1830, pela mão de Gaspar Henriques de Paiva, que chegou a Azeitão para se dedicar à agricultura. Trouxe ovelhas leiteiras e, talvez por nostalgia da sua terra natal, todos os anos mandava vir um queijeiro para que o leite do seu rebanho produzisse queijo Serra da Estrela. Derivado às características de outra serra, a Arrábida, este queijo tinha um sabor diferente. Através da partilha dos ensinamentos com as gentes da vila e povoado vizinho, iniciou-se assim a produção do queijo de Azeitão.

Em 1984, é criada a ARCOLSA que obtém a Área Geográfica Protegida para os concelhos de Palmela, Setúbal e Sesimbra, garantindo mais tarde a Certificação de Origem deste produto único no mundo e, desde então, cada unidade de queijo de Azeitão tem uma marca numerada e identificada.

 

Harmonização

A proposta é um vinho clássico de Palmela, um monovarietal da principal casta tinta da região – a Castelão, que confere aos vinhos personalidade forte e singular. São vinhos D.O.P Palmela, estruturados, com elevada capacidade de envelhecimento. Concentrados, aromáticos e intensos na cor, em tudo se adequam à intensidade do queijo de Azeitão.

Uma harmonização mais improvável é com o famoso Moscatel de Setúbal ou o Moscatel Roxo de Setúbal, cujo berço é também a região vinícola da Península de Setúbal.

A harmonização perfeita surge quando se associa a tradicional Fogaça de Palmela, barrada com queijo de Azeitão, a um destes vinhos.

 

‘Memória de Sabores’ – Homenagem

Dois jovens empreendedores criaram um produto único e inovador. Produzido com o generoso de mesmo nome, o Bombom de Moscatel de Setúbal assume a homenagem.

Um produtor de vinho, gerente de uma Sociedade Vinícola e proprietário de um Enoturismo, Filipe Cardoso, anuiu na criação deste Bombom, que tem o formato ideal para ser saboreado com um Moscatel de Setúbal. O desafio foi lançado por um mestre doceiro, Nuno Gil, com provas dadas na confeção de doçaria e revitalização de receituário local.

Ambos, com fortes ligações à vila e ao concelho, pertencem a associações e entidades ligadas às tradições e às memórias, como a Confraria do Moscatel de Setúbal, onde Filipe é grão-mestre, e a Confraria Gastronómica de Palmela, onde Nuno assume a direção. Uma combinação vencedora em todos os sentidos!

 

(Conteúdos produzidos pelo município de Palmela para ‘Harmonizações, histórias e Memórias’, aquando da comemoração dos ‘20 Anos da Gastronomia Património Cultural’, promovida pela AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho)

 

 

 

 

 

 

 

 

IN: Jornal dos Sabores

 

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